Os olhos a fechar. O pescoço roda de forma a sentir os musculos.
Tu vens-me à cabeça. Escapa um sorriso. A respiração fica difícil de controlar.
Volta a soltar.se a minha boca como se estivesse a sentir de novo a tua. Demasiado
cliché esta descrição de um ‘quero-te’ fatal em demasiadas frases. Mais uma
noite… faz amor com a minha alma. quero fazer amor com a tua existência.
encharcada com as cores da tua energia. Eu quero me perder dentro de ti mesmo. quero beber o suor do teu intelecto. acariciar
a visão de tua presença sem perguntas. Despir-te, para a nudez do amor, amor
puro. Quero sentir a tua mão a descer-me pelas costas e os teus lábios a
escorregar no meu pescoço. A nossa respiração em sintonia e aquele tempo
efémero. Quando damos por ela, já passou uma noite em que a minha alma presa na
tua, encadeada, danificada de tanto desejo. Passo a mao em mim a imaginar que
és tu com este poder. Os olhos voltam a
fechar-se e lá vens tu ao meu pensamento. Ouço um sussurro da minha voz ‘Diz-me!’
acompanhado pela tua ‘faz amor com a minha alma.’ Eu quero envolver estas
pernas em torno das tuas palavras até que o teu discurso gema, de bom grado.
nadar nas correntes das tuas vibrações. De novo, uma poesia pornográfica. Uma filosofia
carnal.

Sem comentários:
Enviar um comentário