segunda-feira, 15 de julho de 2013



Os olhos a fechar. O pescoço roda de forma a sentir os musculos. Tu vens-me à cabeça. Escapa um sorriso. A respiração fica difícil de controlar. Volta a soltar.se a minha boca como se estivesse a sentir de novo a tua. Demasiado cliché esta descrição de um ‘quero-te’ fatal em demasiadas frases. Mais uma noite… faz amor com a minha alma. quero fazer amor com a tua existência. encharcada com as cores da tua energia. Eu quero me perder dentro de ti mesmo.  quero beber o suor do teu intelecto. acariciar a visão de tua presença sem perguntas. Despir-te, para a nudez do amor, amor puro. Quero sentir a tua mão a descer-me pelas costas e os teus lábios a escorregar no meu pescoço. A nossa respiração em sintonia e aquele tempo efémero. Quando damos por ela, já passou uma noite em que a minha alma presa na tua, encadeada, danificada de tanto desejo. Passo a mao em mim a imaginar que és tu com este poder.  Os olhos voltam a fechar-se e lá vens tu ao meu pensamento. Ouço um sussurro da minha voz ‘Diz-me!’ acompanhado pela tua ‘faz amor com a minha alma.’ Eu quero envolver estas pernas em torno das tuas palavras até que o teu discurso gema, de bom grado. nadar nas correntes das tuas vibrações. De novo, uma poesia pornográfica. Uma filosofia carnal.  

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