segunda-feira, 29 de julho de 2013



ando a tentar ter esta conversa com muitos dos meus amigos, mas será que ja sentiram a angústia de saber que somos alguém perdido entre milhões? quando somos adolescentes, eu penso que sonhamos demasiado com o nosso futuro, ou antes, dizemos sempre que não queremos viver como a fulana X que foi para a universidade, arranjou marido, filhos, emprego e morreu; pois é´uma seca e não queremos ser mais um no meio de montes de pessoas vazias. sonhamos com a aventura, o prazer da vida, o sol a bater na cara todas as manhas quer por uma janela do carro, quer pela mais pequena abertura da tenda, quer entre as árvores... ou entao, aquela musiquinha a acompanhar o livro que estamos a ler ao pôr-do-sol? digo eu. já estou a divagar nos meus sonhos. a minha imaginação e vontades futurescas são tremendas. mas na verdade, chegamos aos 18, vamos para a universidade, muitas das vezes somos auto-obrigados a ir para um curso que nao gostamos só porque tem mais saida, conhecemos um rapazinho que nos tira do tédio dos estudos, mais tarde casam-se, têm apenas 1 ou 2 filhos porque 3 já seria demais pois ficaria dispendioso e a Senhora Pimpolha nao pode , desta forma, ir ao cabeleireiro todas as semanas, e assim continua a vida futil até à morte. e será assim... a mesmo monotonia. uma pessoa igual aos outros milhões, que nao fez nada para contribuir para a sua felicidade própria e apenas se contentou com o padrão que a sociedade criou. e nao, nao estou a culpar os pais, visto que eles nasceram a aprender o que estamos a aprender hoje e os nossos avos a mesma coisa. mas não podemos ser nos uma geração diferente ? uma geração com futuro. ou entao estarei a ser uma das adolescentes sonhadoras perdida entre milhões?

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