segunda-feira, 24 de junho de 2013
ontem fiquei a pensar nisso, no amor, nessa insistencia no amor, como se o amor podesse salvar-nos de tudo, ou ao menos de alguma coisa, como se o amor podesse-nos salvar do ódio, da loucura ou até do desejo. Quem será que inventou isso? Se nem mesmo do amor o amor nos salvaria. Quer dizer então da tristeza, da indiferença e daquele inevitável momento em que o amor acaba. Aquele momento que achamos que nunca vai chegar . E como saber quando o amor acaba? Haverá um instante, uma linha divisória, uma revelação, um despertador interno que toca, e pronto, acordamos e dizemos, ainda sonolentos 'pronto acabou'. quando será que traçamos a linha que nos separa ? tu podes ate argumentar e dizer que estivemos separados desde o começo, e nem houve essa história de primeiro beijo e algo que se desfaz. mas eu prefiro que nao. prefiro um acontecimento, um acto, o momento em que levantamos e dizemos, 'pronto, acabou'. e se nao fomos nós, esse plural que nos inclui num mesmo acto. ''Colombina sabe do amor que Pierrot sentia por ela. Ela sente muito por nao sentir o mesmo"
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é assim mesmo, não se pode fingir sentimentos
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