quarta-feira, 10 de abril de 2013


As vezes olho-me ao espelho e relembro o passado, as tardes no sítio, a família em torno da grande mesa na varanda. O tempo era como uma onda onde eu embarcava e seguia em frente. Corria em torno da mesa, mexia em tudo, vivia a sorrir, adorava mexer na terra, caminhar livre pelo bosque da minha quinta, amava nadar e me esbaldar de tanto brincar. Depois de um fato terrível na minha vida muita coisa mudou. Lembro me bem como passei a olhar pela janela do meu quarto e sentir um vazio imenso e constrangedor. Era como se estivesse aprisionada no tempo. Eu não sei se vais entender, mas quando eu te conheci, estava triste e sozinha. Não que eu não gosto da solidão, eu amo meu canto, as minhas coisas. Mas o tempo neste caso é cruel. Ele alimenta essa sensação de estar só e tem a capacidade de criar paredes ao nosso redor. E tu, meu amor, vieste como um trator, a derrubar tudo e a puxar-me dali e quando dei conta estava eu a olhar pela janela do meu quarto a sentir um vazio imenso e constrangedor.. novamente!


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