‘cego surdo e mudo numa cidade nas alturas. Borratado
anonimato num quarto às escuras. Tou perto do centro mas longe da perfeição
porque o epicentro é longe da multidão. Eu sei que a terra é grande e nós somos
pequenos e temos sp uma desculpa para aquilo que não fazemos e dizemos o que
não queremos e não amamos o que temos e perdemos o que tínhamos e odiamos o
que já não temos. Sou o metafórico sem metáforas de jeito, o anónimo do costume
que fica só quando me deito’

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