sexta-feira, 6 de abril de 2012


Era já de manhã cedo, eu acordava entre as tuas roupas e o teu cheiro na almofada. Idolatro-te do alpendre a ver-te na cadeira a fumar o teu cigarro matinal. E se eu te amo, porra? E se tudo o que nós passamos foi confundido com desejo ou apenas por medo da solidão ? desta vez, reparaste no meu olhar , perguntando-me porque estaria eu a olhar daquela forma e eu apenas sorri dizendo que não ias entender o jeito como os meus olhos te vêem. Dizendo melhor, os meus olhos só te vêem a ti, mas eu faço disto um segredo no qual só eu , ou bem, nem eu quero cair em mim desta realidade. Sentei-me na cadeira ao lado da tua, com uma manta enrolada em mim e uma grande chávena de café a admirar a paisagem daquela casa. Só ouvia o fumo a sair da tua boca e o rio a correr à nossa frente. Sendo rapaz de poucos sorrisos e de poucas palavras, eu olhei-te e tu retribuis-te com um beijo. Como sempre disse, eu habituar-me-ia a viver com estes beijos todos dias.

mais um pedacinho da história .
e se eu escrever um livro deste gênero? que dizem?

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