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| ainda é necessário dizer algo? |
"não, não era fazer amor. fazer amor não existe, porra, o amor não se faz. o amor desaba sobre nós já feito. não o controlamos - por isso o sistema se cansa tanto a substitui-lo por sexo, coisa gráfica, aparentemente moldável. tb não era foder, essa palavra violenta com que tentamos rebentar o amor. como se o amor não fosse exatamente essa fornicação metafísica que não nos diz respeito - sofremos apenas os estilhaços, que nos roubam a vida e a vontade. eu queria oferecer-te o meu corpo para que absorvesses no teu. para que me fizesses absorver nos teus ossos"

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