a cama encostada à parede, apenas com duas almofadas e os lençóis brancos. as nossas roupas espalhadas no chão. apenas os teus cigarros em cima da mesinha de cabeceira. que sensação é saber que tu estás presente, questão de minutos para te poder abraçar. eu, apenas de uma camisola larga vestida naquele momento, desço as escadas, vou à cozinha e .. desta vez, nao te procurei. senti que precisas do teu espaço. conheço-te o suficiente para saber que gostas de estar sozinho. ouvi o barulho da tua mota a parar, tinhas aproveitado para ir espairecer, já que seria o nosso último dia de férias juntos. vontade não me faltou de ir lá fora ver-te. talvez o que se passou entre nós não fosse apenas físico, ou antes, eu sei que não é apenas físico .. pelo menos por mim. mas bem, dentro de lembranças de olhar para a janela de copo na mão, não me queria marterizar com esse pensamento, como sempre me disseste 'nada é impossivel!'.
sinto a tua mão na minha barriga a puxar-me contra ti. fiquei de costas durante algum tempo. o que estava a pensar? nao sei, mas sabia-me bem ter-te por perto, sem nenhuma palavra tua. sim, chama-me de tótó, com as maiores pancas e sensível demais. na vrdd, sempre me disseram 'ai, é mais velho, só te quer bater continÊncia' .. mas nca pensei mt nisso pq sempre te imaginei rapaz dos sonhos de qualquer rapariga, mas naquele momento, quem estava a viver o sonho era eu.
beijaste-me o pescoço ainda de costas, fizeste-me virar e puseste-me em cima da banca da cozinha. colaste o teu olhar no meu, o ambiente estava cheio de misticionismo, tu beijavas-me de uma forma sublime. e então, eu deixei-me levar ..

Sem comentários:
Enviar um comentário